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Meu Trabalho Merece Respeito (e Remuneração)
Nov 14th
Quando se vai ao médico, ao dentista, ao psicólogo, paga-se primeiramente pela consulta para obter um diagnóstico e depois, paga-se o tratamento adequado.
Então pergunto: Por que advogado não pode cobrar por uma primeira reunião? Advogado também paga impostos, também se alimenta, abastece seu carro, usa roupas, sapatos etc. Por que teria que trabalhar de graça?
O cliente entra em sua sala, você perde horas ouvindo detalhadamente o caso dele, questiona, pensa, analisa quais as chances de êxito num litígio… Se isso não valesse nada, qualquer pessoa faria, certo?
A maioria dos advogados, não cobra por todo esse trabalho. Alguns, por medo de que o cliente se assuste. Mas oras, se o problema do cliente não vale um valor “X” para que seja obtida uma boa resposta precisa sobre o assunto, sobre as chances de êxito, certamente não valerá sua atenção e muito menos a atenção do judiciário.
Alguns advogados acham o valor de uma consulta muito insignificante para ser cobrado. De fato, o que são R$100,00 diante de causas que o lucrarão R$ 100.000,00? Pra que se indispor com o cliente e correr o risco de deixá-lo procurar outro colega, que não cobrará nada pela consulta?
Então, alguns advogados preferem não arriscar.
“Meu concorrente não cobra, então também não cobrarei”. Discordo! Ninguém precisa ser mero repetidor do trabalho alheio. Acredite no potencial do seu escritório, na seriedade da sua administração. Ressalte, acentue os pontos fortes, os diferenciais oferecidos, a qualidade de seu trabalho. Para isso, estruture-se adequadamente.
Como diz o palestrante e também consultor em Marketing Jurídico, Alexandre Motta: “Quem ganhará uma concorrência, o advogado/escritório estruturado ou o não estruturado?”. Resposta óbvia, não é mesmo?
E o que é ser um advogado/escritório estruturado?
Primeiramente queira crescer. Cuide da sua imagem, apareça nas mídias, torne-se conhecido, escreva artigos e divulgue-os. Aprimore seu atendimento. O bom atendimento é fundamental para a fidelização de seu cliente e sinônimo de qualidade. Seu escritório é a sua marca e as pessoas estão cada vez mais exigentes. Portanto, diferenciais competitivos são fundamentais para a sobrevivência no mercado, seja ele de qualquer segmento, mas ainda mais importante na área jurídica, onde a concorrência é cada dia mais acirrada.
A realidade do mundo exige mudanças, e a advocacia tem que estar preparada para ampliar sua visão, cativar seu cliente e ao mesmo tempo, tornar seu escritório atualizado e bem sucedido. Isso, obviamente, sendo remunerado corretamente.
Certa vez ouvi a expressão “Sooner or later, everybody gets its day in the court” (“cedo ou tarde, todo mundo tem seu dia no tribunal”) e então pensei que se existe uma gama muito grande de pessoas que estiveram, estão ou estarão submetidas ao seu empate jurídico ou, no contexto, seu “dia no tribunal”, por que o advogado não faz o que sabe fazer melhor – ajudar os clientes a sairem deste impasse – porém, sendo remunerado adequadamente pelo seu conhecimento e ação?
Aquele que atender perfeitamente às necessidades de seus clientes, ganhará a confiança e o respeito dos mesmos. E quem se importará em pagar um pouco mais para obter um serviço com garantia de qualidade e eficiência?
Um trabalho bem feito merece respeito e remuneração adequada, independente de mercado ou profissionais aventureiros.
Pense nisso!
Mariana Marques
Mariana Marques é analista de marketing, formada em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda pela Universidade Nove de Julho. Atua hoje como gestora de conteúdo e eventos da Inrise Consultoria em Marketing Jurídico.
A inconstitucionalidade do Exame de Ordem é um assunto delicado
Jul 28th
A inconstitucionalidade do Exame de Ordem é um assunto delicado, principalmente por envolver uma possível brecha na lei. Desta maneira, argumentos exclusivamente legais não são o suficiente para comprovação de sua inconstitucionalidade.
Destarte cabe ressaltar que outras áreas de atuação profissional que lidam com aspectos mais delicados, como a Medicina, por exemplo, que trata da saúde e da vida, não exige do graduando uma aferição junto ao órgão responsável, no caso o CRM (Conselho Regional de Medicina).
Após o término do curso, o estudante de Medicina passa pela Residência, que é uma espécie de estágio supervisionado obrigatório, avaliando o graduando na prática, a fim de comprovar que está apto à exercera função de Médico.
O Exame de Ordem é uma aferição teórica do que o estudante de Direito aprendeu na Graduação, como afirma o Sub-Procurador Janot: “O exame de ordem, visto sob esse ângulo, nada mais é do que um teste de qualificaçãoprofissional para o exercício da advocacia daqueles que já possuem um diploma atestando esta mesma qualificação”.
Desta forma, muitos dos aprovados no Exame são advogados despreparados para PRÁTICA da advocacia. Então, na falta desse preparo prático, é impossível afirmar que o Exame serve para proteger os cidadãos que serão destinatários dos serviços de quem exerce a advocacia.
A aptidão para o exercício da advocacia de um estudante de Direito deve ser analisada através de uma avaliação da capacidade prática do graduando, pois a capacidade teórica já é comprovada através do seu diploma de graduação.
Pelo exposto, podemos afirmar que o Exame de Ordem éinconstitucional, tendo em vista apenas avaliar algo já comprovado pelo Diploma de graduação em Direito. Enquanto deixa de lado a avaliação de aplicação do conhecimento teórico na prática.
Enviado por Thiago Loreiro

